Carcaça da correia transportadora: qual escolher

Se você quer reduzir paradas e aumentar a vida útil, começar pela carcaça certa é o caminho mais rápido e seguro. Abaixo, um guia direto ao ponto para escolher sem erro.
O que é a carcaça da correia
É o “esqueleto” da correia. Fica entre as camadas de borracha e determina quanta tração ela suporta, quanto alonga sob carga e como resiste a impacto. Em outras palavras, a carcaça define a força, a estabilidade e a vida útil do conjunto.
Função estrutural da carcaça
Sustentar a carga sem deformar.
Resistir à tração do sistema e aos choques no ponto de carga.
Preservar o alinhamento e a qualidade das emendas.
Permitir o uso do diâmetro de polias previsto no projeto, sem forçar a correia.
Principais tipos: “lona têxtil EP”, “cabo de aço”, “aramida”
“lona têxtil EP”
Combina poliéster e nylon. Entrega bom equilíbrio entre custo, flexibilidade e resistência. Indicado para trechos curtos e médios, com impactos frequentes e polias menores.
“cabo de aço”
Carcaça com cabos metálicos longitudinais. Tem baixíssimo alongamento e altíssima capacidade de tração. Ideal para longas distâncias, grandes rampas e linhas principais com alta tensão.
“aramida”
Fibras de alta resistência com peso reduzido. Alongamento muito baixo, boa absorção de impacto e menor peso próprio. Opção premium quando se busca alto desempenho e eficiência energética.
Como escolher a carcaça por aplicação
Mineração e pedreiras
Linhas principais e longas distâncias pedem “cabo de aço”. Para alimentações curtas e de forte impacto, use “lona EP” multilonas.
Cimento, clínquer e materiais quentes
“Lona EP” reforçada ou “cabo de aço” nas linhas críticas. Combine com cobertura térmica adequada.
Grãos e fertilizantes
“Lona EP” pelo bom custo-benefício e flexibilidade. Em grandes vãos e altas capacidades, avalie “cabo de aço”.
Portos e terminais
Altíssimo fluxo e trechos longos favorecem “cabo de aço” pelo baixo alongamento. Prever proteção anticorrosiva.
Centros de distribuição e logística
Linhas planas e contínuas funcionam bem com “lona EP” de baixo alongamento, estável e compatível com polias menores.
Reciclagem e RSU
Materiais heterogêneos e choques constantes pedem “lona EP” robusta, ajustando número de lonas e espessuras de cobertura.
Quando migrar de têxtil para cabo de aço ou aramida
- Distância longa, tensão elevada, necessidade de baixo alongamento
Migrar para “cabo de aço”. - Retensionamentos frequentes, alongamento excessivo ou paradas caras
Considerar “cabo de aço” ou “aramida”. - Limitação de potência e busca por menor peso próprio
Avaliar “aramida”. - Aumento de capacidade mantendo a mesma estrutura
“Cabo de aço” suporta tensões maiores com estabilidade.
Tabela comparativa resumida
| Critério | Lona EP | Cabo de aço | Aramida |
|---|---|---|---|
| Alongamento | Baixo a médio | Muito baixo | Muito baixo |
| Tração suportada | Média a alta | Muito alta | Alta |
| Impacto no ponto de carga | Muito bom | Bom | Muito bom |
| Flexibilidade em polias | Alta | Média | Alta |
| Peso próprio | Médio | Alto | Baixo |
| Custo inicial | Mais baixo | Mais alto | Mais alto |
| Aplicação típica | Trechos curtos e médios | Longas distâncias e alta tensão | Alta performance com baixo peso |
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